Palavras são pássaros que pousam nas páginas que alguém lê Palavras são bálsamo que curam a dor que alguém sente Palavras são flores que perfumam são cores que alucinam.
Mas muitas vezes palavras são flechas que ferem sem dó São fogos que queimam deixando corações em pó Palavras às vezes são palavras que não deveriam ter sido.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
O som do amanhecer
O silêncio da noite
Os sorrisos
Os desencantos
As coisas sérias
As coisas sem sentido
Tudo
Absurdamente
Lembra você
HIPÓTESE
E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez, as coisas deste mundo.
( Carlos Drummond de Andrade )
Apesar de todos os pesares de todos os males
o amor prevalece
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Ele chega rapidamente sorrateiro e toma posse da gente ele chega sem aviso nos consome nos tira o juízo ele chega assim não nos deixa impune vilão da cena esse maldito ciúme
A vida às vezes me apronta mas eu sou teimosa se ela me derrubar eu levanto se ela me matar eu renasço
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Vinte de novembro é comemorado o Dia Nacional da Consciência Negra no Brasil e lembra Zumbi, líder de Quilombo de Palmares, símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
Diga não a desigualdade racial
Diga não a exclusão social
Diga não a piadinhas de mau gosto
Porque perante Deus não importa se somos brancos, negros, amarelos
Porque perante Deus não temos cor
Porque perante Deus
Somos todos iguais
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Existem pessoas
que nos atravessam
como flechas de cúpido
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Entre lençóis e beijos te envolvi pernas e almas braços e corações sinfonia, anjos, querubins e uma ausência pungente Acordei
Ausência
é uma falta que fica ali presente
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Eu só quero saber em qual rua
Minha vida vai encostar na tua
Flagra
Confesso
sou dorminhoca.
Durmo até em cadeira de dentista.
Quebrei uma barreira
Amarrei um laço
Entre delírios e sonhos
Tudo parece real
Você Existe!
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim
Ivete Sangalo
Composição: Herbert Viana
Meu coração Sem direção Voando só por voar Sem saber onde chegar Sonhando em te encontrar E as estrelas Que hoje eu descobri No seu olhar As estrelas vão me guiar
Se eu não te amasse tanto assim Talvez perdesse os sonhos Dentro de mim E vivesse na escuridão Se eu não te amasse tanto assim Talvez não visse flores Por onde eu vim Dentro do meu coração
Hoje eu sei Eu te amei No vento de um temporal Mas fui mais Muito além Do tempo do vendaval Nos desejos Num beijo Que eu jamais provei igual E as estrelas dão um sinal
Se eu não te amasse tanto assim Talvez perdesse os sonhos Dentro de mim E vivesse na escuridão Se eu não te amasse tanto assim Talvez não visse flores Por onde eu vim Dentro do meu coração...
domingo, 11 de novembro de 2007
Eu te descobri e com mãos de paciência pouco a pouco te garimpei e você permitiu.
Quase Nada
De você sei quase nada Pra onde vai ou porque veio Nem mesmo sei Qual é a parte da tua estrada No meu caminho
Será um atalho Ou um desvio Um rio raso Um passo em falso Um prato fundo Pra toda fome Que há no mundo
Noite alta que revele Um passeio pela pele Dia claro madrugada De nós dois não sei mais nada
Se tudo passa como se explica O amor que fica nessa parada Amor que chega sem dar aviso Não é preciso saber mais nada
De você sei quase nada Quase nada
Composição: Zeca Baleiro e Alice Ruiz, meus compositores preferidos.
Domingo de preguiça
Minha gata passou o dia aninhada. Com ares de descaso fingiu que a cama era dela.
Bola de pêlos!!!
sábado, 10 de novembro de 2007
...juntos
respiraremos amor
Mas eu sei que o meu mar está cercado de litorais, que é tarde para quase tudo. Por isso, vou para casa e aguardo os sonhos, pontuais como a noite.
Maria do Rosário Pedreira
Já não procuro a palavra exata que me pudesse explicar: ando pelos contornos onde todos os significados são sutís, são mortais.
Não busco prender o momento belo: quero vivê-lo sempre mais com a intensidade que exige a vida, com o desgarramento do salto e da fulguração.
E me corto ao meio e me solto de mim, duplo coração: a que vive, a que narra, a que se debate e a que voa na loucura que redime da lucidez.