A lua de prata
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Nas letras do poema, na melodia da música
sábado, 26 de setembro de 2009
Uma presilha de borboletas prendia delicadamente os cabelos deixando alguns fios soltos dando um ar de leveza ao rosto iluminado pelo sol daquela manhã de setembro.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
São dias de sol ameno em que os pássaros saúdam as manhãs e cantam nas árvores e em cima dos muros presenteando o mundo com suas melodias.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A saudade quando chega e se instala silenciosa no peito
Saudade de um amigo distante a quem muito amamos
Saudade do mar companheiro que saudamos com honra
Saudade de alguém que se foi para o desconhecido
Saudade do amor perdido que deixou tudo às avessas
E assim vamos sentindo saudades todo dia um pouco
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
beija as pétalas da rosa que sorri e te rouba o perfume
beija os versos do poema sem rima nem teorema
beija a face da lua em seu rubor no céu pendurada
beija a mão do destino que te fez tão doce e tão menino
beija a manhã ensolarada que te acorda para beijar o dia
beija-me meu beija-flor!
Ao Encontro do Arco-íris
Calçou os sapatos que guardava para ocasiões especiais e pegou apenas uma bolsa minúscula, onde guardaria algum achado que não lhe pesasse no caminho e que por ventura fosse importante.
Tingiu os lábios com batom carmim e nos olhos colocou o brilho das noites enluaradas.
Olhou-se no espelho e ajeitou o coração no peito que estava um tanto desacomodado das idas e vindas ao nada e das esperas inúteis.
Beijou a boneca de pano sobre a cama deixando a marca de batom na face rosada que lhe sorria.
Parou por um instante e pensou em quanto tempo havia esperado por aquele momento e em quantas vezes desistiu de percorrer o caminho que a levaria à seus sonhos.
Desta vez não voltaria a guardar os sonhos na caixinha de pandora, algo dentro dela gritava para que seguisse e assim seria.
Ao longe no horizonte como que lhe dando boas vindas, já podia avistar as cores do arco-íris.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Colheria lírios no campo da paz e enfeitaria minha sala e o branco do meu olho.
Andaria solta no vento e sopraria um beijo para além do além mar.
Dançaria sem sapatos na nuvem de algodão e ouviria os sons do universo até então inaudíveis.
Pintaria o horizonte de púrpura e jogaria pétalas na estrada por onde teus pés pisassem.
Pegaria um punhado de estrelas e juntaria folhas de alecrim e cheiro de canela pra te dar de presente.
Usaria um vestido de renda com lindas matizes e um cabelo de cintilar dourado.
Teria uma boca de rosa e rosas no jardim para perfumar a manhã e enfeitar a tarde.
Não fecharia o olho nem por um segundo para não perder o doce movimento do tempo e o desenrolar das horas.
E quando a tarde virasse noite e os últimos raios do sol dessem adeus ao dia ouviria apenas o grito do meu amor ecoando no peito.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Entretantas ontem!
não de flores, porque essas eu prefiro brancas,
mas de outras coisas
como blusinhas de verão ou dias de primavera.
No mangue entre as árvores estava o pássaro – branco!
No meio do mangue a banhar-se.
E eu só fiquei admirada olhando o pássaro
transformando-se em parte do mangue.
E isso aconteceu ontem, porque ontem eu sai pra conhecer o dia.
sábado, 5 de setembro de 2009
ou sonoras melodias de amor.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
E quando chegas assim, tão quente
domingo, 23 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Recomeçar e pegar em algum lugar a esperança que se perdeu naquele breve momento em que você por um descuido fechou os olhos quando não devia. Um vacilo basta às vezes para que nada mais volte a ser como antes. Um caminho, um atalho e a vida muda seu curso. Uma esperança que volta é sempre melhor do que um rumo contínuo e previsível. Vida boa é aquela que te surpreende, que te exige mais do que dias amenos. Quero que o sol me queime e o vento balance meu cabelo, não quero viver só de brisa. quinta-feira, 13 de agosto de 2009
- Um colar de conchas do mar que se desprendeu de mim e voou num dia de vento sul.
- Um caderno antigo de poemas que esqueci na janela num dia de chuva e que molhou misturando todas as letras.
- Um par de sapatos de boneca que eu usava só em dias de festa e que deixou de servir porque o pé cresceu.
- Uma coragem desmedida de fazer coisas que pareciam loucuras, mas que sempre davam certo.
- E um olhar de paisagem que perdi quando você foi por um instante e nunca mais voltou.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Eu sobrevivi ao temível julho, finalmente chegou agosto e hoje o dia me recebeu com um lindo sol de sonrisal. Uau!!!
E é sempre assim, todo ano a mesma coisa. Dias frios de um inverno que parece interminável. Dores que se misturam, de pele, de alma, de anseios e de ossos que gelam. Nada parece acalentar o frio que se instala.
E sempre me vi temendo o inverno e tremendo nas noites frias e nos dias gelados. Quantos invernos já vi passar e nunca, nunca lembro de um que possa ter sido levemente ameno. São cruéis e impiedosos os invernos e sempre trazem dores.
Mas hoje, especialmente hoje, neste dia de inicio de agosto eu já sinto os raios de sol em forma de promessas. Ah, e quando chegar a primavera verei as flores desabrocharem dentro de mim e sentirei o perfume dos ipês-amarelos que povoarão as ruas de minha imaginação.
domingo, 2 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009

Riscando o horizonte o sol nasce
penso em você quando amanhece.
Um sol a pino e um céu sem nuvens
penso em você quando o dia está ao meio.
Um sol mais tímido querendo dar aceno
penso em você e um sorriso chega.
Um céu na penumbra e um sol de partida
penso em você e a saudade aperta.
Na noite escura a lua aparece
terça-feira, 28 de julho de 2009
Bem em frente à janela havia um jasmineiro e quando o final do inverno se aproximava já podia ver os botões das flores que viriam.
Convivia com aquele jasmineiro há muitos anos e pensava que ele assim como ela não gostava de inverno a julgar pelas flores que nasciam no final de cada estação gelada.
Flores brancas e perfumadas das quais sentia o aroma que adentrava pela janela e inundava seus pulmões.
Quando a árvore encontrava-se bem cheia de flores roubava alguns botões e guardava em algum lugar onde pudesse sentir o cheiro bem mais próximo.
Durante os dias tristes de inverno quando uma flor ou outra brotava era como se um fio de esperança nascesse, mas a flor morria muito rápido e não havia outra em seu lugar e isso era motivo pra que seu coração sentisse aquele aperto tão costumeiro dos dias de frio.
E quando acabava a primavera o jasmineiro se recolhia e ficava ali quietinho com suas folhas verdes esperando a nova era de flores chegar.
E ela passava por ele e respeitava seu silêncio de flores porque com a chegada do sol de verão era a sua vez de recomeçar a viver.
sábado, 25 de julho de 2009

Meia dúzia de sempre-vivas mortas
um calendário antigo com datas marcadas
uma saudade boba de quem nunca foi nem veio
um beijo que roubei na passada do vento
um carretel com um restinho de linha frutacor
um cisco de um olho que chorou muito
um aceno de adeus que nunca mais voltou
duas gotas de orvalho de uma manhã de setembro
a chave que abriu o coração e nunca mais fechou
um barquinho que perdeu o remo e o rumo
uma fita que desamarrou um segredo escondido
meio sorriso amarelado pelo tempo
um suspiro derretido pelo olhar de alguém
um restinho de perfume de um amor antigo
um sonho de menina cortado ao meio
e uma caixa de giz de cera.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Aurora Boreal

Abriu o livro nas páginas onde estavam guardadas as pétalas secas.
Fechou os olhos e sentiu o perfume das flores brancas.
Duas mãos quentes seguravam as suas e em meio às flores os dedos entrelaçavam-se.
Uma borboleta dançou no jardim ao lado e de seus olhos saíram faíscas de felicidade.
Um passo mais à frente e as flores quase amassaram entre os corpos.
Um beijo de lábios famintos numa manhã de setembro.
No peito uma aurora boreal nascia e a vida nunca mais seria a mesma.
Abriu os olhos, fitou as pétalas secas, olhou para o dia frio e escuro de inverno, esqueceu a aurora boreal e fechou o livro.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009

Era uma casinha branca e na frente havia uma janela enfeitada com gerânios coloridos. Ela costumava ficar debruçada na janela por horas a fio como se o mundo fosse apenas aquele espaço e a vida um eterno esperar. Observava as pessoas que passavam e em cada uma delas via algo que lembrava alguém e como um quebra-cabeças ia juntando pés, pernas, cabelo, nariz, boca, cada pedaço de cada um para formar um outro absurdamente intocável, inviável, impossível de se ter.
Quando o sol batia nas árvores e formava sombras ela brincava com sua imaginação e até podia correr com ele pelas calçadas e ruelas da cidadezinha onde morava.
E quando chovia espiava pelo vidro molhado da janela e era até mais fácil de imaginar dele os contornos por entre os pingos que por vezes misturavam-se com suas lágrimas de saudade.
Nos últimos dias andava com uma sensação estranha de que algo novo iria acontecer, não sabia o quê, mas desconfiava ser algo bom, por isso vestia suas melhores roupas e tentava colocar sorrisos no rosto embora muitas vezes com certa dificuldade.
Tinha planos para quando ele chegasse e sabia que chegaria, seu coração dizia disso. O esperaria no portão e na ponta dos pés o beijaria. Um abraço sem fim e o segurando pela mão entrariam. Fecharia a porta e a janela e do lado de fora ficaria o resto do mundo e os gerânios coloridos.
sábado, 4 de julho de 2009
Havia pedras em silêncioe flores que cresciam
sob o orvalho que caia
e pássaros que dormiam
pendurados nos galhos
onde durante o dia
o sol havia estado.
Havia luzes foscas
nos postes das ruas
e inúmeros bichinhos
atraídos e grudados
pelo falso brilho
da suposta lua.
Havia o latido
de um cão solitário
perdido no escuro
e um gato no muro
ligeiro e matreiro
à procura de caça.
Havia uma cama
com lençóis de cetim
e caixinhas mágicas
para dar de presente
para cada menina
que ainda acredita
em todos seus sonhos.
Havia na noite
um perfume de flores
que veio de longe
nas asas do vento
e chegou me dizendo
que era seu cheiro.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Encontro
Corpos, pensamentos, fragmentos de uma história e um sol de setembro.
Vento, desejos e algodão de nuvens passeando no céu.
- Então, está se encontrando em meus olhos? Perguntou ele.
- Não, estou me perdendo. Respondeu ela.
terça-feira, 30 de junho de 2009
margaridas preferidas
peguei ramos de alecrim
para misturar os cheiros
e amarrei numa fita.
Depositei ali um beijo
um tanto da minha vontade
todo meu coração
coloquei em tuas mãos
e matei minha saudade.
Lou Witt
E foi assimsábado, 27 de junho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
Quando ela chegae pinta nossa face com sorrisos
de todas as cores
e a cada nova manhã
nos faz acreditar que sonhos
podem acontecer
é chegado um novo tempo.
Costuma-se ficar ao sol
feito gato com preguiça
e pegar um pouco de vento
que nem botão de flor
recém-nascido na terra molhada.
Houve-se música o dia todo
e os pés às vezes alcançam as nuvens
o amor é o que tem de melhor
os dias são sempre azuis
as noites de sono inteiro
e o acordar de brilho nos olhos.
Este é um novo tempo
o tempo em que
a menina esperança
renasce em nós.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Chove lá foranas ruas, calçadas
árvores, folhas e frutos.
Chove nos telhados
nos lagos, nos mares
e mantos dos rios.
Chove nos sapos e flores
nos guarda-chuvas
e nos pés dos andantes.
Chove na janela
no vidro do carro
na asa do pássaro
e na areia da praia.
Chove no banco da praça
na ponte de ferro
no cimento do prédio.
Chove na montanha
na grama fininha
na rua comprida.
Chove aqui dentro de mim.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Eu te vejo no sol de cada diaque entre as brancas nuvens
vem sempre me trazer calor.
Eu te vejo na prata da lua
que rodeada de estrelas brilha
e me ensaia um sorriso.
Eu te vejo no manto azul do mar
que em suas profundezas e mistérios
parece sempre querer me abraçar.
Eu te vejo no pássaro que canta
e com sua doce melodia
rouba meu coração.
domingo, 7 de junho de 2009
Frio que dói na alma
Eu me pergunto onde foi parar o meu sol quente que me aquece por um tempo, mas que todo ano por uma força da natureza me abandona e me deixa a mercê de um frio que machuca cruelmente. Nestes dias de frio que me consome eu recordo do mar e do céu sempre azul.Ouço o bater das asas das gaivotas e o balançar das águas ao nadar dos peixes.
E uma saudade se apossa do meu peito.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Era tempo de seguir estrelase ver desenho nas nuvens
molhar os pés na água da chuva
e correr até virar a esquina.
Era tempo de ser menina
e deixar a vida solta nos dedos
o vento batendo nos cabelos
e o sonho no brilho dos olhos.
Era tempo de esperança
e na calçada pular amarelinha
e de pensar que o amanhã
viria montado em um cavalo branco
com crinas balançando ao vento
desafiando espaço e tempo
e selado de felicidade.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Trazia nas mãos as cores do arco-írisum feixe de alecrim e margaridas
e nos olhos constelações de estrelas.
A voz doce era quase um sussurro
e as palavras de puro encantamento.
Tinha nos lábios um sorriso que ao nascer
era como o sol brilhante de setembro
e na boca o agridoce das pitangas
que até hoje trago guardado na boca.



















