segunda-feira, 24 de maio de 2010


Ele chegou naquela noite de verão em que a lua banhava o horizonte de prata e as estrelas enfeitavam o céu como colares e contas.
Trazia na boca o gosto dos dias de espera e muitos beijos sedentos de amor.
Ela olhou em seus olhos e roçou levemente em seu corpo antes do abraço. Sentiu as mãos quentes, o corpo, o gosto do beijo.
Sabia que ele viria um dia e esperou por ele nas noites em que a solidão era sua companheira.
Agora ali, queria tragar sua presença, consumir, amar, ser um só.
Um corpo nu, uma alma despida, uma vida inteira num momento e nada mais existia.
Sentia no peito uma chama e no corpo mil brasas.
Dedos deslizam
Corpos se encaixam
Exploram veredas
Fecundam a vida
Explodem orgasmos
E quando a noite quase se fez dia e o sol entrou pela janela dois amantes dormiam banhados de lua e cobertos de estrelas.

domingo, 23 de maio de 2010

Sopro de um anjo

Na madrugada
Em estado de semisono
Senti um cheiro
De hortelã e manjericão

Pensei que era um sonho
E o cheiro se transformou
Em um doce aroma
De jasmim e dama da noite

Não era o cheiro do meu cabelo
Nem do meu hidratante
E nem dos lençóis
Ou da minha roupa

Era como um hálito doce
Um respirar de anjo
E o que escrevo
Não é apenas um poema

Não pense que foi uma ilusão
Ou que eu estava sonhando
Ainda trago comigo
O perfume de um anjo

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ahhhh, como chove!!!

E mais uma vez minha terra é castigada pelo tempo. Atingida por um ciclone entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta-feira, choveu em quatro horas o dobro previsto para o mês todo de maio.
A grande região de Florianópolis foi a mais afetada e nossa amada ilha ficou em pedaços.
Nossas lindas praias foram varridas pelo vento e a maré destruiu moradias e embarcações.
A praça XV ostenta uma figueira centenária e inabalável rodeada de escombros de árvores menores e lama.
Choveu. Choveu tanto que carros foram engolidos e casas desabadas. Animais procuram um pedaço de terra firme e gentes procuram um abrigo onde possam sentir-se seguras e acolhidas.
Nossa terra tão linda de mar azul e céu estrelado foi dominada pela fúria da natureza e ficou inerte esperando que as nuvens secassem e o vento forte perdesse a imponência.
E nesta manhã quando o sol refletia nas ruas alagadas muitos travavam sua luta com o que restou da água, lama e pertences. Povo que não desiste e sempre se reconstrói.
Agora, no meado da tarde o sol se esconde por trás de nuvens espessas e escuras dando sinais de que até a noite a chuva voltará e queira Deus que não seja tão devastadora.

segunda-feira, 17 de maio de 2010


Vem como um menino
mocinho ou bandido
e desliza em minha pele
escorrega em meu umbigo
me molha e me acende
mistura com a minha
a tua saliva
me arranca suspiros
e me diz palavras santas

domingo, 16 de maio de 2010


Ele chegou trazendo fantasia no olhar e feito pássaro leve, pousou em sua janela.
Tinha flores nas mãos e mel nos lábios e onde passava deixava um cheiro de alfazema e jasmim.
Os olhos eram de profundo brilho que refletiam as estrelas e dilatavam a pupila.
Falava palavras doces e atrevidas e tinha um enorme zelo com as atitudes o que causava maior encantamento.
E a noite se fez festa no bailar da lua.
E os pássaros não dormiram durante noites só para saudar a sua presença.
E dentro dela algo foi nascendo como um regato a banhar colinas.
Coração foi crescendo e o peito ficando pequeno.
Dias de brilho vieram e iluminaram sua face.
Sorriso largo e borboletas nos olhos.
E se fizeram únicos no romper da aurora.
Flor e poesia.
Orvalho e seiva.

segunda-feira, 10 de maio de 2010


Quando menina não sabia brincar com as palavras,
mas reconhecia o encanto que a poesia do mundo lhe causava.
Brincar com pedras e flores era uma forma infantil e implícita de fazer poemas.
Quando cresceu sabia que o mundo era feito de cores e formas que poderiam ganhar vida através das palavras.
E foi esse encantamento pelas palavras que deu magia a tudo que suas mãos pudessem tocar e a qualquer coisa que os olhos pudessem transformar em poesia.

sábado, 8 de maio de 2010


O mar me chamou
e com suas ondas de sal
envolveu-me
E com sua espuma branca
lambeu minhas pernas
E murmurou
roçando em mim
sua areia fina

E eu fiquei encantada
ao ver suas estrelas

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sussurros da vida

A vida sussurra pelos cantos
E vai deixando sua marca
Em cada pedaço de chão
E se faz presente em cada gesto
Em cada olhar

No sorriso da menina
No encanto das palavras
Na explosão de uma estrela
Na lua prata que reluz
No verso de cada poema
Na fogueira da paixão
No beijo de amor roubado
No silêncio da manhã

A vida sussurra atrás da cortina
E é preciso ter olhos de coração
Para poder escutar

sábado, 1 de maio de 2010


Você já sentiu o coração
crescer dentro do peito
assim num repente
que parece que o espaço
é pequeno para ele?

Pois o meu às vezes
faz isso comigo

Coração palhaço!!!

Tempo de sonhar

Naquelas manhãs
podia-se ficar à janela
só para ouvir o canto dos pássaros
e piscar só de vez em quando
para não perder o voo das borboletas

Naquelas tardes
as horas eram de se arrastar
para ter bastante tempo
de dizer qualquer palavra que fosse
e que coubesse dentro dos minutos

Naquelas noites
era possível ver o clarão da lua
pela fresta do olho
e escutar o som do universo
ao nascer das estrelas

Naquele tempo
era permitido usar giz de cera
nos dias para não serem cinzas
e fragmentos de estrelas
nas noites para serem prateadas

Naquele tempo
era tempo de sonhar


A vida sempre fora assim de uma certa estranheza, talvez não tenha vindo ao mundo por muito tempo, uma breve passagem, um andar sem pegadas, um gemido de alma.
Suas palavras são como suspiros, disse ele, e foi embora.
E o vento continuou a balançar seus cabelos e a vida continuou estranha como sempre.
Passos lentos nos dias que passam em desalinho e o vestido cola no corpo fazendo uma carícia, fingindo ser o que não é.
Risos em rostos estranhos, brilhos em olhos que desconhece e pétalas de flores já secas guardadas no fundo do peito.
Frases tortas, desconexas, alheias a tudo o que passa ao redor de seu mundo sem cores e um pássaro que canta ao longe uma canção derradeira.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

domingo, 25 de abril de 2010


Estava sentada absorta, olhando para o nada como costumava fazer nas noites solitárias em que nem mesmo a melodia de uma música se fazia presença.
Costumava ficar assim quando sentia muita saudade e o coração de tão apertado mal batia no peito para não doer mais do que de costume.
E naquela noite podia sentir o suave aroma das azaléias que floriam em frente sua janela naquele início de setembro.
Não esperava nada além de um copo de vinho que sorveria lentamente para que na boca ficasse o gosto até que adormecesse escutando o latido de um cão solitário que como ela chorava nas noites por não poder soltar suas amarras.
Mas naquela noite o telefone que sempre era mudo tocou e do outro lado uma voz que ela tão bem conhecia.
E o coração então cresceu tanto que foi preciso parar de respirar por alguns instantes até que o chão voltasse e a razão pudesse ouvir.
E ouviu.
Ele dizia que estava chegando, que trazia nas mãos um buquê de flores brancas e na boca todos os beijos guardados.
Nem pensou em dizer não, o coração não lhe permitiu.
Guardava nas mãos todas as carícias e na boca o gosto do corpo do amado.
Deixou que viesse.
Destrancou a porta.
Colocou uma música e desde aquela noite não mais ouviu o latido do cão solitário.

sábado, 24 de abril de 2010


Abriu o livro nas páginas onde estavam guardadas as pétalas secas.
Fechou os olhos e sentiu o perfume das flores brancas.
Duas mãos quentes seguravam as suas e em meio às flores os dedos entrelaçavam-se.
Uma borboleta dançou no jardim ao lado e de seus olhos saíram faíscas de felicidade.
Um passo mais a frente e as flores quase amassaram entre os corpos.
Um beijo de lábios famintos numa manhã de setembro.
No peito uma aurora boreal nascia e a vida nunca mais seria a mesma.
Abriu os olhos, fitou as pétalas secas, olhou para o dia frio e escuro de inverno.
Esqueceu a aurora boreal e fechou o livro.

sexta-feira, 23 de abril de 2010


E é assim que sempre acontece, você chega e senta ao meu lado e assim ficamos por um longo tempo sem nada dizer.
E é porque entendemos os nossos silêncios e dores que assim ficamos.
E pegas a minha mão e a coloca em teu peito como se quisesse aquecer teu coração.
E é tão intrínseco o que vivemos que nada falamos, apenas dizemos com os olhos nossos mais profundos segredos.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Água doce

A macieira em flor
balança seus galhos
deixando no ar
um perfume de felicidade
que o vento carrega docemente

Meu coração fala
de amores e saudades
e te espera
em cada amanhecer de ouro
com bater de flores e fitas

E quando chegas
trazes nos olhos o brilho
e me põe alegre e mansa
e sacia minha sede
com tua água doce

quinta-feira, 15 de abril de 2010


Tento viver na poesia
Do incessante cotidiano
Abro a cortina
Piso no asfalto
Dou nó em pingos
Refaço versos
Refloresço
Quando o dia nasce
Viro noite
Quando o dia finda

E nesse emaranhar de vida
Sorvo as palavras
Em cálice fundo
Como se cada momento
Fosse eterno
E único

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Poema InVerso
 Lágrimas molham as consoantes
quebradas de um poema
Risos escondidos choram
na esperança de uma nascente
Caem flores tristes
no deslizar dos dedos
As rimas inúteis fogem
pelo descaso das palavras
e o poema resignado
é partido ao meio

segunda-feira, 12 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010


E porque ela queria mais que um sonho
mais que tudo
mais que uma vida
Queria o chão em contato com os pés
na terra molhada e fértil
Um lenço para prender o cabelo
e secar possíveis lágrimas
ou para um aceno talvez
Queria um sorriso guardado
daqueles que ficam esperando a hora certa
Pra saltar
Pra nascer
Pra iluminar o pálido do rosto
Queria um sol raiando nas manhãs
uma sombra no meio da tarde
e lua cheia em noites de amores
Mas porque ela queria tudo
e tudo era tão pouco
que foi se perdendo pelo caminho
E dos sonhos de uma vida
ficaram os espinhos
nas mãos que desfolharam as pétalas

quarta-feira, 7 de abril de 2010


Te encontrei como por encanto
num desses acasos
num dia triste de outono
Te encontrei assim
num caminho qualquer
e quando percebi
já caminhava ao teu lado
minhas mãos já eram as tuas
e o peso da solidão havia acabado
Os meus passos seguiam
em cadência com os teus
Tu eras o abrigo
o leite morno
a cama quente
e a vida era um eterno gargalhar

Mas isso foi no outono...
e o inverno não tardaria a chegar

terça-feira, 6 de abril de 2010


Por vezes a vida é assim...

Uma flor murcha no deserto da existência
Um vácuo imenso e escuro no espaço
Uma incerteza
Um devaneio
Um céu com nuvens no vasto universo
Uma folha que o vento leva
Uma lágrima que cai
Um sonho ao meio
Uma dor impertinente rasgando o peito
Um escudo quebrado
Um estalo na mente
Um vaso caído
Um tiro no pé
Uma engrenagem trancada
Um aviso no escuro
Um grito perdido na noite de abismos
Um instante que passa despercebido
Um beijo de adeus
Uma mão sozinha
Um brilho apagado
Um peixe na areia
Um pássaro sem asas numa gaiola aberta
Um olhar perdido pedindo socorro
Uma vida que passa
Que passa
Que passa...
...

terça-feira, 30 de março de 2010



Às vezes eu acordo
no meio da noite
com um poema no pensamento
Então é preciso levantar
e ajeitar as palavras
antes que o dia amanheça
Porque poema
quando quer nascer de noite
não pode esperar
pelo despertar do dia

domingo, 28 de março de 2010


Eu quero um poema
que fale de encantos
de cantos
de mares
de estrela cadente

Eu quero um poema
de doce magia
de língua de sogra
e festa no céu

Eu quero um poema
que alegre meu dia
e diga das flores
faceiras no campo

Eu quero um poema
que entoe cantigas
de ninar estrelas
que uive pra lua
quando ela for cheia

Eu quero um poema
que não tenha rima
que nasça criança
e fique gigante

quarta-feira, 24 de março de 2010


E cantei mares
tal qual o canto de uma sereia
Descobri abismos e instantes
sem passado nem futuro
Percorri valas
Fendas
Atalhos
Deixei minhas certezas
no tempo do esquecimento
Despi-me do medo na esquina
mais escura de uma ruela nua
E na aurora de desmanchar estrelas
Eu fui criança
Natureza e pó

terça-feira, 23 de março de 2010

Floripa
Ilha da magia – Parabéns pelos 284 anos

Ilha de encantos, de lendas e mistérios
de sambaquis e praias de areias brancas
por ti me apaixonei e aqui fiz minha morada.

Teus fortes com canhões antigos
que guardam da guerra vestígios e segredos
conservam-se imunes ao peso do tempo.

Tuas lagoas de águas serenas e mar azul
onde os barcos navegam e as crianças brincam
com castelos de areia e mundos encantados.

Ilha dos contos de Franklin Cascaes
que dá vida a seres misteriosos
boitatás, lobisomens, fantasmas.

Das bruxas que dão nós em crinas de cavalos
e que voam em suas vassouras mágicas
mar afora assombrando pescadores.

Ilha das tradicionais rendeiras e da velha figueira
do boi de mamão com sua maricota
de braços longos e pernas compridas.

De montanhas, praias e gaivotas
de brisa perfumada e sol dourado
de ondas que beijam com sal e espuma.

Onde em noites de eterna magia
reflete nas águas a forma da lua que formosa
brilha e se rende aos encantos da ilha.

sábado, 20 de março de 2010

Planície e Vulcão


Um silêncio morno atravessa o peito
como vento brando em final de tarde
um campo de trigais balança o ouro
e a vida perfuma o ar com gotas de alfazema

O senhor do tempo desliga a magia das horas
o mundo fica inerte à espera do nada
as folhas balançam e deixam cair as flores
que o vento carrega sorrateiro e lento

Um rumor inaudível faz estrondos por dentro
sentimentos ajeitados queimam e esperam
como lava quente embaixo da montanha


O sentimento mais estranho que sinto
é quando vejo um animal abandonado na rua
É um mal estar
um calafrio que me percorre a espinha
uma dor esquisita de doer
Por vezes sinto-me assim
como um animal sem dono
e o sentimento se reverte pra mim
É besta pensar assim
Mais besta é sentir
Mas sinto

sexta-feira, 19 de março de 2010


Na vida tudo tem seu preço
nada é de graça
nem o pão
nem a mão
nem o apreço
ou se morre de fome e seca
ou pra não morrer
se mata


Desfaço minhas certezas e piso no desconhecido
Deixo o medo no tempo do esquecimento e tiro a poeira debaixo do tapete
Não existe caminho fácil nem pedra grande o bastante que não possa ser retirada
Teço meu destino com fios multicores e brilho de prata
E não há medo que não possa ser vivido
Nem esperança que não possa ser renovada

domingo, 14 de março de 2010

Noite e Aurora

Quando finda a tarde e o céu tinge-se de vermelho e gris
A vida adormece nas encostas e estepes
e a noite com seu manto negro
cobre uma parcela deste vasto mundo
Calam-se os cantos
Dormem os pássaros
Peixes buscam refúgio
Tudo espera pelo breu da noite que descansa corpos calejados
e esmaga corações aflitos
A noite é soberana e geme saudades em camas vazias
O escuro dói e o vento assovia uma canção de ninar estrelas
E tudo é silêncio e solidão



Mas no romper da aurora quando o dia aponta
Brilha um sol de ouro atrás do horizonte
Vertem córregos
Mares geram pérolas
Nascem margaridas
Brilham violetas lilases
Colibris beijam flores
E a esperança é uma borboleta
de finas asas douradas

quinta-feira, 11 de março de 2010


Quando a vida nos suspende no ar feito plumas que bailam, temos a impressão de que perdemos o controle e que basta um sopro mais forte pra que tudo se evapore.
Quando a garganta quase fecha por completo como se não fosse mais preciso respirar, sentimos um fim iminente e um gosto amargo do que restou.
O fel de alguma coisa que nem sabemos o que foi.
O escuro nos cerca e o escarlate do sangue quer jorrar até a ultima gota.
Embriaguez da alma que apenas por um fio ainda não nos abandonou, mas que talvez sem o menor esforço alce seu voo fugaz.
Ah, quanto dói parir tantas dores!
Quantos amores é preciso jogar fora antes que não haja mais hora pra chorar de amores!
Sofro, mas bem sei que assim é a vida: com uma mão me distribui dores, porém com a outra, compensadora me enche de carícias.

quarta-feira, 10 de março de 2010


Quero te dizer das coisas que sinto
uma certa agonia de estar só e não ser sozinha
um vestígio de saudade boba que ficou em um canto
escondida pedindo arrego
um nó que se instala na garganta em tardes
em que o sol só existe lá fora
um soluço mudo
uma lágrima sem sentido
uma esperança dançando no fio da existência
um sorriso perdido que acena ao longe quase invisível
um desconforto no estômago parecido com náusea
que incomoda no meio da noite
uma insônia
um estrondo no peito
um meio grito
um amanhecer de aurora quase boreal que pinta o horizonte
e um coração que silencia e pede paz
***

segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHERES QUE FIZERAM A DIFERENÇA

ELIS REGINA
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Só pra provar que eu era tua.
(17.03.1945 - 19.01.1982)

CHIQUINHA GONZAGA
Que nos põe a cabeça andar à roda
Sonhando com delícias, com paixões.
(17.10.1847 – 28.02.1935)

CECÍLIA MEIRELES
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos severos conosco,
pois o resto não nos pertence.
(07.11.1901 - 09.11.1964)

ANITA GARIBALDI
"Heroína dos Dois Mundos" (recebe este título em função
de ter lutado primeiramente aqui na América
e morrer lutando na Europa, por seus ideais).
(30.08.1821 – 04.08.1849)

OLGA BENARIO
Militante comunista, foi entregue a Hitler pelo governo Vargas.
Comandou, o seqüestro de seu namorado, Otto Braun.
Foi executada pelo regime nazista
em um campo de concentração.
(12.02.1908 – 23.04.1942)

MADRE TEREZA DE CALCUTA
Recebeu inúmeras honras, inclusive o Nobel da Paz em 1979,
"Pessoalmente nada valho. Eu aceito este prêmio
em nome dos pobres"
(26.08.1910 – 05.09.1997)

CORA CORALINA
Bati na porta de um coração. Bati. Bati.
Nada escutei. Casa vazia.
Porta fechada, foi que encontrei...
(20/08/1889 – 10/04/1985)

BERTHA LUTZ
A conquista do direito ao voto feminino!
Em 1932 Getúlio Vargas aprova o novo Código Eleitoral
contendo o direito de voto das mulheres
(02.08.1894 – 16.09.1976)

MARGARIDA MARIA ALVEZ
Lutou pelos trabalhadores, como registro em carteira,
13.º salário, jornada de oito horas e férias.
“É melhor morrer na luta do que morrer de fome”
(05/08/1933 – 12/08/1983)

domingo, 7 de março de 2010

SAUDADE

A saudade quando se sente, vai queimando o peito da gente, apertando tanto que parece que ficamos pequenos demais quando ela se agiganta.
Existe a saudade sofrida, aquela que a gente acha que não vai acabar nunca, é aquela saudade de alguém que foi embora para sempre. Essa é a pior das saudades. É a saudade eterna, saudade que só não mata porque somos teimosos, porque se dependesse dela, ah, pode ter certeza de que mataria.
Mas nem toda a saudade é triste.
Existe a saudade do amor que está distante, mas que vai voltar. Dá pra imaginar seu abraço de retorno, seus beijos quentes, suas palavras, sua presença viva.
Essa saudade também dói, mas dói diferente, é uma dor com gosto de volta, uma dor com fim predestinado e a aceitamos até como uma benção, pois sabemos que ela só existe porque é fruto de um grande amor.
Só quem sente uma grande saudade, sabe o que é acordar na madrugada e sentir ao lado, como uma leve brisa a presença de quem não está, respirar o ar da noite como se absorvesse o perfume que o vento trouxe como por encantamento.
Nada mais sublime do que sentir essa saudade. Temos até a ilusão de que a pessoa amada esteve ali por um instante, um breve instante, deixando dentro de nós a certeza de que logo, sua presença será real, aí antão, a saudade é que se tornará pequena até não mais existir, dando lugar aos afagos sonhados, aos beijos tão esperados, ao amor eternizado.


A menina correu
a desvendar os mistérios do mundo
a contemplar as belezas que havia
por trás de cada cortina
Aprendeu a combinar cores
e coloriu seu mundo
e de suas mãos nasceram sonhos

sábado, 6 de março de 2010


Vento sopra
traz saudades
assovia
uma canção de sonhos
e o universo geme
solidário
me fazendo um afago