
Perdia-se no milharal a escolher a de cabelo mais longo e loiro que se parecesse talvez com o seu, herança genética!
Nada era mais encantador do que uma linda boneca de milho e jamais, jamais em hipótese alguma passava pela sua cabeça que milho era alimento e milharal não era fábrica de bonecas.
Vida de interior é assim, qualquer coisa ganha vida nas mãos de crianças famintas de brincar. Abóboras, pedras, flores e claro as lindas espigas de milho.
Não existe limite de criação quando se tem um vasto campo de liberdade e um mundão de sonhos ao alcance de uma criança.
Mas um dia lhe foi apresentada a cidade grande e uma fábrica diferente de bonecas de verdade. Ela olhava as bonecas e não via a beleza e nem o brilho nos cabelos igual as que havia deixado lá longe em seu milharal. Mesmo com braços e pernas não tinham tanta graça. A menina não quis mais brincar de boneca.
Hoje a menina virou mulher e quando vê uma espiga de milho pulando em uma panela fervente, sabe que as bonecas da infância agora são seu almoço de praia.
Poxa e como faz diferença saber que um adulto teve uma infancia tão rica e criativa. Se a gente olha neste angulo da história da pessoa a gente consegue perceber porque elas simplesmente se tornam encantadora, na verdade não é que se tornam, mas é que elas sempre foram encantadas e isto independia de sua vontade!
ResponderExcluirQuanto mais te conheço, mais te amo!!!!
Beijos Helô
milho verde
ResponderExcluirriso ainda sem dentes
um olhar ainda fechado
um gritar efervescente
é um chôro bem alegrado
de corpo,de alma e mente
assim tão sutil no roçado
milho verde todo dourado
doce flor e meiga serpente
sem dentes, apenas alegrias
é um tudo de feliz-felicidades
nos contagiando nas fantasias
começo de de vida, tenuidades
vislumbrantes, estrela guia
semente de vida,sonhos,realidades
bjf
em resposta a tua composição mágica,...
amei Louzinha
sergio, beija-flor-poeta
Agora faremos uma boneca de milho, mas será em julho na festa junina rsrsrsr
ResponderExcluirBeijos da Helô