quinta-feira, 19 de julho de 2012


Meu amigo.
Meu camarada.
Meu amor.
Que por tantas vezes foi meu confidente.
Que sempre entendeu meus temores, minhas “nóias”.
Que em dias de incertezas quando meu coração se fazia escuro, me dizia:
Acorda garota! A vida é lá fora!
Hoje vejo a vida lá fora e não apenas dentro de mim porque hoje dentro de mim tem um sol e parte dele foi você quem pintou.
Foram tantos caminhos e descaminhos que vivenciamos até que estivéssemos frente a frente e num entrelaçar de mãos, num acertar de passos, o caminho se tornasse apenas um.
Meu ritmo é mais lento e você me diz: Mais rápido garota!
E eu apenas te respondo: Calma, cada coisa tem sua hora, seu tempo determinado.
Você é afoito, eu sou mansa.
Você é agitado, eu sou calma.  
Somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão semelhantes que parecemos duas peças de encaixe perfeito.
Como será a vida amanhã, Pettinichi?
Quem poderá saber?
Temos o hoje e os dias de agora são nossos e gosto de pensar que existe uma força que nos impulsiona e nos faz crer que também pode existir um amanhã.

Lou Witt – 17/06/2012

sábado, 7 de julho de 2012

Queria escrever algo leve, sabe, dessas coisas que quando a gente lê sente aquela paz que começa lá no dedinho do pé e vai tomando o ser por completo até que num suspiro bem fundo, coração e mente estejam em plena sintonia.
Queria encontrar palavras que me lembrasse da beleza de um pássaro planando...
De um mar azul...
De uma lagoa serena...
Mas talvez hoje eu precise ser mais contundente com as palavras. Não que elas devam ser de ferro, mas que sejam firmes e sem reticências e que acima de tudo tenham o equilíbrio entre o doce e o cruel.
Que quando eu diga ou escreva alguma coisa tenha o cuidado de não deixar que minhas palavras sejam flechas jogadas a revelia sem importar em ferir a carne alheia.
Porque dessas palavras de ferir já estou completa. Transbordei.
Não que eu queira receber apenas doçura, até mesmo porque nem sempre as palavras doces são as verdadeiras, mas quero ser forte o suficiente para não deixar que a maldade humana, inerente ou proposital, me atinja a ponto de eu mudar meus conceitos e perder a nobreza dos sentimentos.
É madrugada e eu sinto dores.
Dói a matéria e o impalpável.
Dói até, e principalmente, o pensar.
E nessa dor inumana minhas palavras travam e tentam encontrar uma brecha onde possam escoar para que não se tornem pedras.
Olhar para o nada às vezes queima mais do que olhar para o fogo e nesse vazio não quero me consumir.
Desvio o olhar para o mosaico das paredes traduzido em fotos e percebo que a vida é um rio que desagua ladeira abaixo e que não existe represa que possa segurar suas águas.
Nesta madrugada insone precisava de um abraço, mas me contento com um café.
Peixes. Pensei em peixes.
Gosto de peixes. E de pássaros.
Mar e céu...dois extremos.
Mar e céu...vida e além.
As palavras que me feriram continuam aqui, mas não vou permitir que elas se tornem parte de mim.
Exorcizar fantasmas. Como é difícil!
Eles ficam em nossas entranhas, corroem nossas vísceras, comprimem nossa alma e tentam de todas as mórbidas formas abalar nossa essência.
Dor insuportável de fantasmas e corpo, que tenta me fazer sucumbir.
Café. Um cheiro bom que entra pelas narinas e confunde o pensamento.
Consegui aquele suspiro bem fundo por conta de um café e quero mais do que isto.
Quero o gosto e o líquido quente me trazendo energia.
Comecei a ficar mais leve agora apesar das dores e na parede está escrito esperança.
Quando se perde a esperança se perde tudo. Eu já perdi.
Recuperei por sorte.
Nossa, que confortante saber que ainda me resta a esperança.
Não, não me resta apenas a esperança.
Ainda tenho vida e busco forças.
Ainda me sobra amor.
Será que alguém já fechou os olhos ao tomar um gole de café?
Que sensação boa que dá.
Logo será dia e o dia não vai esperar para que eu me refaça. Talvez se eu dormir um pouquinho as forças voltem.
É quase dia e ninguém consegue segurar a aurora. Ela rompera a escuridão e as trevas serão luz.
Posso até ouvir o universo sussurrando por entre os vestígios da noite.
É quase um novo tempo, uma nova era chegando.

Lou Witt

sábado, 30 de junho de 2012


Você levanta seus muros, fortifica suas grades,
constrói suas prisões, se prende dentro de si mesmo
e passa a conviver com seus demônios.
É acordar pela manhã e saber que a liberdade é provisória.
É viver em regime semiaberto e o mais inverossímil de tudo isso é saber que as chaves que abrem e fecham as portas pertencem a você mesmo.
Por vezes em momentos absurdos de liberdade em que você escapa e deixa lá dentro os seus monstros, o mundo se torna vivenciável, viável, possível de ser explorado.
Mas a cada dia que nasce você volta... e volta... e volta...
E a estrada vai se findando.
E o tempo começa a ser escasso.
Um dia por um descuido inerente você se vê caindo em um abismo e junto carrega todos os seus fantasmas e eles ficam lá, naquele seu canto mais escuro e a força deles vem dessa tua obscuridade.
Mas é tão tarde para fechar os ouvidos agora.
O barulho das chaves te tortura, te instiga.
Elas balançam e tilintam,
te desafiam.
Você ouve alguma coisa te chamando por detrás dos muros.
Aqueles mesmos muros que você construiu,
agora tremem e fazem um estrondo assombroso
dentro desse teu mundo fortificado por incertezas.
A esperança que havia desaparecido volta e você salta para fora do abismo.
Alguns fantasmas ficam, outros tantos ainda te acompanham.
Mas você sabe que as chaves ainda te pertencem e a qualquer instante você pode usá-las, basta um gesto e vencer o medo, mas pra isso há de se ter coragem,
porque se você ousar abrir uma porta desconhecida
poderá cair novamente.
Ou quem sabe se deparar com a possibilidade
de não ser mais prisioneiro de si mesmo.
Agora é com você!
Vai correr o risco?

Lou Witt – 28/06/2012

segunda-feira, 28 de maio de 2012


Queria poder entender essas tristezas que me assolam vez ou outra.
Queria ser pluma, vento leve, papel de seda colorido.
Queria horas de feitiço, de véus que vão caindo um a um mostrando as faces do dia e que em todo entardecer a voz da quietude me falasse como criança e me desse a paz que as noites precisam.
Não mais ter que inventar alegrias, que elas viessem sem serem chamadas, que chegassem como boas novas, recém-nascidas e cheirando a flor do campo.
Sei que são coisas passageiras essas minhas aflições e que logo mais quando eu me olhar no espelho verei refletida uma imagem onde a realidade se sobrepõe ao medo e se o fio da navalha me cortar a carne sempre haverá alguém a me soprar a ferida.
Porque a vida é assim,
feita de dores e alegrias,
de cantos e lamentos,
de desertos e mares.
Esses muros que agora me cercam serão derrubados um a um e terei um vasto campo onde as possibilidades serão inexatas e ao mesmo tempo de proporções imensas.
Que me julguem louca,
que me atirem pedras,
que importa isso se só eu sei onde moram minhas dores,
onde morro e onde vivo.
Só eu sei onde meu sangue jorra e por quem meus olhos brilham.
Quero conviver com meus fantasmas até o limite possível,
até que eu possa exorcizá-los e com ar de pouco caso dizer: ei, vocês não me assombram mais, não passam de imagens distorcidas que minha mente buscou quando minha alma era feita de espasmos.
Ainda há pouco passaram borboletas pela minha janela.
Voei com elas até onde meus olhos puderam acompanhar,
depois voltei o olhar para dentro e percebi que algumas haviam ficado.
Estão aqui agora,
fazendo cócegas no meu estômago.

Lou Witt

quinta-feira, 12 de abril de 2012


Quem roubou as cores do meu mundo?
Pra onde foram os dias amenos de outono onde o vento brando carregava folhas?
Que mãos gigantes vieram do nada e me apertaram a garganta até quase a morte?
Que instante fugaz de contentamento é este que nem sequer tempo de tocá-lo eu encontro?
Foi de giz escuro que pintaram meu quadro.
Foi de dores vastas que me abarrotaram a alma.
Ontem haviam gardênias na sacada que perfumavam asas de colibris. E margaridas onde pousavam faceiras borboletas.
Havia gatos que se espreguiçavam nas muretas e pássaros que com asas velozes pulavam, ora aqui, ao ali, sem o temor de serem pegos.
Hoje vi uma flor de maracujá desbotada  em um jardim alheio e tive a impressão de que antes as flores de maracujá tinham outro brilho, eram mais lilases. Passei a gostar menos delas.
Escrevo nas paredes o que deveria ser inserido na memória, o que deveria fazer parte do cotidiano, o que tornaria a existência viável.
Não existe amanhã nem ontem. O orvalho não faz pulsar as folhas quando a madrugada ressurge.
Tudo dorme na dimensão do meu ser.

Lou Witt

domingo, 1 de abril de 2012


Hoje eu preciso da terra
Da semente que me dará raízes
Da corrente do mar
Do sal da vida
Preciso de vento que me sopre verdades
Preciso de flores
Bem mais do que folhas de outono
E mais do que palavras
Preciso de atos
Preciso de ruas, avenidas, pontes...
Preciso de chuvas, de amores...
Não quero mais o deslizar das horas mortas
Nem o naufrágio da esperança
Hoje eu preciso de urgências

Lou Witt

quarta-feira, 14 de março de 2012

Naquela manhã acordou com uma dor traiçoeira, um engasgo visceral querendo expulsar o coração do peito e mesmo que houvesse sol, (e havia), dentro de si o dia insistia em matizes de chumbo e cinza.
Era uma dolência intermitente e insana, um mal estar que arrepiava, subia pelo dorso e se instalava na garganta, algo como uma bola de pêlos lambida e ainda não regurgitada.
O dia mal começava e a noite havia sido longa e abissal, de madrugada quente a deslizar para o amanhecer, de sonhos toscos e impensáveis.
Lá fora um pássaro voava baixo, tão baixo que sua sombra parecia grudar no asfalto.
Que pássaro estranho!
Que pensamento tolo!
O que isso tinha a ver com sua dor?
Tentaria mais tarde, quando o dia estivesse quase no fim e o cansaço lhe fosse companheiro, ser menos trágica e extinguir de vez aquela ânsia do peito.
Beijaria em pensamento uma estrela quando a noite voltasse.
Acomodaria dentro de si a esperança mesmo que fosse parva e escreveria na parede,
como um afresco,
um tratado de paz consigo mesma.

Lou Witt

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012


Chove na tarde de silêncios onde o coração pede alento
O asfalto negro brilha como olhos afoitos
A dor é sempre companheira
Sempre pungente e eficaz
Apenas as letras que enfeitam páginas mudam os tons
Assim como os dias que correm velozmente
Por entre os tempos...

Lou Witt

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


Queria entender os silêncios
Queria permanecer em silêncio
Mas meu coração é teimoso
E sempre grita

Lou Witt

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Qualquer semelhança é mera coincidência


Em tempos idos quando os dias eram de cores e luz existia uma flor frágil e bela e um regador atento e cuidadoso.
Todos os dias desde o começo de sua existência ele molhava suas pétalas e aspergia a terra que cobria sua raiz.
Ela confiava e esperava e reinava a paz onde o amor era presente.
Porém um dia ele acordou desatento e por um descuido involuntário esqueceu da flor.
Naquele dia o sol se fez como em nenhum outro desde o começo do universo.
Foi um dia em que as pedras abriam em labaredas e as águas lutavam em desespero para aplacar o incandescente.
O regador distraído fechou os olhos e vestiu a couraça da indiferença sem lembrar da flor.
O vento gemia e o sol era soberano. O universo se transmutava e o mar quebrava em ondas.
E foi assim até que os dias se tornassem serenos novamente.
Então ele abriu os olhos e percebeu que a vida reinava outra vez.
Abriu a mente e concebeu a beleza que ainda restava.
Abriu o coração e lembrou da flor.
Naquele instante em que a consciência voltou, ele de sobressalto correu em direção da flor na esperança de encontrá-la ilesa e tão cheia de vida como em tempos passados. Porém bem lá no fundo de seu pensar sabia que era tarde demais e que de nada adiantaria se transformar em regador novamente.
Avistou a flor frágil por entre as pedras. A seiva que antes a revestia havia sido sugada pelo fogo que fez a terra arder.
Não havia mais tempo nem água que pudesse resgatar o que um dia foi uma linda flor.
E no coração do regador só restou a tristeza e o peso do esquecimento.

Lou Witt

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


Foi numa noite dessas comuns quando nada se espera que ela o encontrou. 
Trazia nas mãos o perfume das flores e um poema que falava de amor.
Talvez a lua fosse crescente, ou nova, até podia ser cheia, mas isso nem importa, de qualquer forma houve um brilho no céu.
Ela sentiu que algo aconteceria daquele momento em diante. Não era sexto sentido ou premonição, nada disso, era uma esperança nova que lhe soprava no ouvido dizendo que por detrás da cortina havia um sol cor de ouro e pássaros que davam boas vindas.
Talvez até fosse primavera.
Talvez voltasse a ver o arco-íris após a chuva.
Quantas noites sem estrelas haviam passado?
Quantos dias de uma infinda dor sem sentido?
Quantas batidas de um coração solitário?
A vida era um arrastar de horas sem muito o que esperar.
E foi então que ele chegou.  Parecia que já o conhecia, uma espécie de déjà vu, de vidas passadas, de algo que nem mesmo compreendia.
Um novo desejo no peito foi nascendo como semente que rasga a terra, como flor que desabrocha em manhãs de sol.
Um gosto doce na boca, manga, sumo escorrendo, lichia, abacaxi.
Começou a pensar novamente no sal que tempera a vida, no suspiro infindo pra depois do amor... em margaridas...

Lou Witt
É por você menina
que o meu amor transborda
e brilha branco feito algodão
É pra você que guardo
meus sentimentos ternos
e meus melhores desejos
É você menina flor
o brilho que a minha vida precisa
o amor que carrego comigo
até a eternidade

Lou Witt

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012


Apagaram-se todas as velas
Todas as luzes
Todos os vagalumes
O coração saltou do peito
E o poço ficou sem fundo
Apenas o som do desespero se ouvia
Talvez ao longe
Bem longe houvesse o aceno da esperança
Ou quem sabe bem próximo
Uma brecha qualquer...
Mas os olhos teriam que estar abertos...

Lou Witt


A poesia me persegue quando estou triste
Me chama
Quer me tirar pra fora  de mim
Quer me dar asas
E por vezes eu não sinto dor
Sou apenas alguém dentro da dor
Ínfima
Quase nada
A menina esperança foge
Mundo afora descalça
Não a alcanço e sinto o amargo da morte a escorrer pela boca
Um grito mudo se agiganta
Rompe todas as artérias
Desfalece todos os sentidos
E a vida baila
Entre o real
E o inatingível

Lou Witt

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012


Foi um tempo difícil
De noites insones
De desertos infindos
Solidão, quase...
Uma alma pedindo um gole de vida
Uma trégua da dor
Olhos de chorar mares, mares distantes, inatingíveis
Sem cão para lamber a ferida, sem jardins, nem borboletas
Tudo ficara no esquecimento
No vazio de dias tão iguais
Um coração inquieto
Uma alma afoita
E um vento que soprava sempre
E sempre...
Foi um tempo difícil
De noites insones
E desertos infindos...

Lou Witt

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

 

O meu amor tem o verbo amar
incrustado nas palavras.
Ele é peso leve que me empurra
e brinca comigo,
ladeira abaixo,
riacho acima.
O meu amor tem a fala mansa
que me seduz e me faz ser menina.
E nas noites quando as estrelas caem
e me cintilam os olhos,
é ele quem me conta histórias
e me recita versos.
E quando estou triste meu amor
me traz a lua de presente.
O meu amor é todo sentimento
e dança comigo
quando toca um Blues...

Lou Witt

terça-feira, 1 de novembro de 2011


Tuas palavras nascem como flores
Vão se esparramando
Criando raízes
Penetrando meu solo
Margaridas
Dálias
Rosas perfumadas
Me enfeitam
Me enlaçam com fitas multicores
Me fazem carícias com a ponta dos dedos
Tuas palavras me transbordam de amor

Lou Witt

domingo, 2 de outubro de 2011


Bem aqui, onde meus olhos alcançam uma árvore balança seu verde.
Está carregada de pássaros que cantam para o dia.
Eu escuto e gosto de pensar que cantam para mim.
Que me dizem alegrias.
Me fazem promessas de primavera.
O dia alvoreceu azul e não quer deixar as nuvens cobrir o sol.
Quer ser claridade e derramar suas cores sobre mim.
Fazer do meu coração uma represa de sentimentos bons.
O dia me convida a trazer para dentro do meu peito a vida que floresce lá fora.


Lou Witt

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Eu sobrevivi ao temível agosto, finalmente chegou setembro e hoje o dia me recebeu com um lindo sol de sonrisal. Uau!!!
E é sempre assim, todo ano a mesma coisa.
Dias frios de um inverno que parece interminável.
Dores que se misturam, de pele, de alma, de anseios e de ossos que gelam.
Nada parece acalentar o frio que se instala.
Sempre me vi temendo o inverno e tremendo nas noites frias e nos dias gelados.
Quantos invernos já vi passar e nunca, nunca lembro de um que possa ter sido levemente ameno.
São cruéis e impiedosos e sempre trazem dores.
Mas hoje, especialmente hoje, neste dia de inicio de setembro eu já sinto os raios de sol em forma de promessas.
E quando chegar a primavera nascerão flores dentro de mim e sentirei o perfume dos ipês-amarelos que povoarão as ruas de minha imaginação.

Lou Witt

sábado, 27 de agosto de 2011

Bruno Gaspari, um poeta menino que me encantou

Numa dessas gratas surpresas que a vida nos reserva conheci Bruno Gaspari, um menino poeta que encanta com seus versos e carisma.


Às vezes encontramos pessoas que nos fazem ver que vale a pena circular por esse mundinho virtual e que mesmo distantes encontram um lugar em nosso coração para ali permanecerem.
Bruno Gaspari é uma dessas pessoas que conquistou meu coração, meu carinho e minha amizade. 


Visitem seu blog:

A você Bruno, todo meu carinho.

Lou Witt

Quem disse que a lua não sorri
quando ilumina os amantes
e o sol não se derrete
quando te vê passar?

Quem disse que a noite
não chove estrelas
e o dia não se faz luz
diante de tua beleza?

Quem disse não sabe de encantos
Nem conhece teu riso.

Quem disse
mente.

Lou Witt

quinta-feira, 18 de agosto de 2011


Quero te falar do que sinto e dos instantes que fico a pensar na vida e a tua imagem me toma por completo.
Te contar que tenho dores e que sangra meu peito muitas vezes quando as lágrimas precisam ficar caladas.
Dizer da sensualidade que aguça meus sentidos quando meus olhos te avistam e do sentimento terno que de mim se apossa quando chegas lânguido e me toma a boca num beijo.
Momento de paz e de refúgio completo entre teu sorriso e teus braços.
Essas palavras que te dou agora são apenas parte de mim e o que te escrevo não é tudo o que sinto porque meu sentir não caberia em mil folhas nem em todas as palavras que eu possa conhecer.
Meu amor não tem medidas exatas, não tem fronteiras nem limites.
Meu amor é tanto que às vezes nem cabe em mim.

Lou Witt

sábado, 13 de agosto de 2011


Quando chegares, vou segurar tuas mãos e te falar das flores que nascem em setembro.
Te contar dos sentimentos que guardo comigo e do carinho que tenho pra te dar.
Depois de te confessar amor, caminharei entre as margaridas e sentirei a brisa a me acariciar a pele sem por um instante sequer tirar as tuas mãos das minhas.
Te direi dos desertos que atravessei e das luas que esperei passar até a tua volta, dos caminhos ermos e da solidão nas noites de inverno.
Quando o dia se fizer noite, cobrirei teu corpo com beijos e te aquecerei com minha pele até que te sinta um menino acarinhado e sedento de amor.
Cantarei uma cantiga, talvez de ninar e te abrigarei entre meus braços enquanto a madrugada chega com seus raios de luz.
E assim ficaremos cobertos de amor, tão cheios de sonhos.
E assim a vida seguirá e nunca mais terei medo das noites frias, onde a tua ausência me fazia náufraga e a dor da saudade era todo meu ser.

Lou Witt

domingo, 7 de agosto de 2011


Te quero com o sentimento mais puro
Como quem chega de uma longa caminhada
E traz no peito a saudade dos dias de ausência
Te quero como o pássaro quer a flor e seu doce néctar
Como o orvalho ama a folha nas auroras de luz
Te quero de forma santa e de um jeito atrevido
Te quero nas horas
Nas noites
Nos dias
Nos instantes todos
Te quero feito labaredas
Feito brasa ardente
E por te querer de forma tão intensa
Meus olhos andam a procurar luares
E brilham como estrelas cadentes

Lou Witt

te faço versos
com gosto de fruta
com cheiro de mato
te canto sem rimas
e em palavras
te faço amor

Lou Witt

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Você chega com seu riso aberto
E com seu jeito doce
me diz coisas tantas
E eu sinto cheiro de terra molhada
de jasmim
de cravo e canela
Você chega
e desarruma meus pensamentos

Lou Witt

sábado, 30 de julho de 2011


Quero falar ao meu coração das coisas que ele não entende. Dizer que lá fora tem uma brisa suave e que de nada adianta ficar recluso.
Existe uma fresta pela qual alguma claridade passa em teimosia, uma luz amena que abate um pouco a tristeza e acaricia o pensamento.
Quero falar que o deserto se finda, que nascem flores quando o dia raia no horizonte e que a fuga para o nada ficou no tempo do esquecimento.
Quero que meu coração entenda que os sorrisos são fartos e que a vida cintila em auroras refulgentes.
Preciso que meu coração saiba que basta um sorriso, um afago, um sonho traduzido em um poema para que os dias sejam de luz e as noites banhadas de esperança.

Lou Witt

quinta-feira, 21 de julho de 2011


E foi assim
quando te vi pela primeira vez
no outro lado da rua
quando a chuva caia
fina quase uma garoa.
E num breve instante
quando te avistei
em meio a tanta gente
meu coração de sobressalto
me avisou que eras diferente.
E foi ali
naquela tarde de chuva
que meu destino foi selado
e que na multidão eu te escolhi
para sempre ser meu amado.

Lou Witt

É um tanto abissal sentir a cor escura do dia
e contemplar pela janela os filetes de chuva
É esta falta de sol que me põe aflita
que me sacode a mente
com a velocidade de um raio
E lança trovões
Dúvidas
Temores
E me deixa tão densa
como as carregadas nuvens
que jogam lanças de saudade
e cravejam o peito num obscuro ritual
Pingos
Telhado
Vidraça
Coração que bate
que bate
em descompasso

Lou Witt