segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

O poema que queria ter sido
Esta noite eu fiz um poema
que nunca será editado,
nunca será lido.
Morreu prematuro,
com letras recém-geradas.
Não deu ares de graça
nem tocou corações.
Foi descartado assim
como se abortam filhos indesejados
e não deixam marcas no mundo
nem em ninguém.
Esta noite eu fiz um poema
que queria ser belo e falar de amor,
que queria soprar aos ouvidos
as mais lindas palavras
e propagar ao vento as canções dos apaixonados.
Esta noite eu fiz uma poema
que queria ficar marcado, gravado,
lindamente eternizado,
porém, sofreu, morreu,
antes mesmo que eu o transformasse em vida.

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