domingo, 14 de março de 2010

Noite e Aurora

Quando finda a tarde e o céu tinge-se de vermelho e gris
A vida adormece nas encostas e estepes
e a noite com seu manto negro
cobre uma parcela deste vasto mundo
Calam-se os cantos
Dormem os pássaros
Peixes buscam refúgio
Tudo espera pelo breu da noite que descansa corpos calejados
e esmaga corações aflitos
A noite é soberana e geme saudades em camas vazias
O escuro dói e o vento assovia uma canção de ninar estrelas
E tudo é silêncio e solidão



Mas no romper da aurora quando o dia aponta
Brilha um sol de ouro atrás do horizonte
Vertem córregos
Mares geram pérolas
Nascem margaridas
Brilham violetas lilases
Colibris beijam flores
E a esperança é uma borboleta
de finas asas douradas

6 comentários:

  1. Ter esperaça através das margaridas,do lilás é uma associação linda.
    As borboletas e o AMOR tem siginificados importantes!!
    BEIJOS LOU.
    lindo teu espaço e tuas poesias..

    ResponderExcluir
  2. Bronson está com capitulo novo no http://jefhcardoso.blogspot.com e lhe convida a comentar o texto.

    Abraço do autor: Jefhcardoso.

    ResponderExcluir
  3. Felizes são aqueles que depois do silêncio e da solidão, conseguem vislumbrar no horizonte o raiar de um novo dia.

    Lindo poema Lou, muitíssimo profundo.

    Beijos e fique com DEUS.

    Furtado.

    ResponderExcluir
  4. É na solidão da noite que minha cama geme de saudades.

    Ai querida, ando tão pra baixo...mas,como diz nosso gringo: Tá Bom!

    beijos.

    ResponderExcluir
  5. Que delícia é ler esse pedaço de verdade.
    Muito bem escrito, e essa imagem existe em mim.
    =*

    ResponderExcluir

pétalas